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Depois de uma pesquisa de opinião pública pela cidade, Gleiser Boroni foi considerado o vereador destaque de 2001, prêmio que foi entregue pela empresa ‘Artes e Fatos e Pesquisas', numa solenidade de gala realizada no Ouro Preto Tênis Clube. Gleiser Boroni é assim: gosta de falar menos e agir mais. Sempre que necessário, usa a Câmara Municipal para debater temas polêmicos e defender seus ideais em prol da população. Aqui, o vereador, que também é o vice-presidente do legislativo, faz uma avaliação do seu primeiro ano de trabalho e planeja os próximos passos a serem dados durante o seu mandato.

Veja a entrevista concedida em outubro de 2002 ao informativo nº 00 do Vereador Gleiser Boroni durante seu mandato 2001 / 2004:


Gleiser Boroni avalia
seu primeiro ano de mandato

 

Qual a sua avaliação do seu primeiro ano na Câmara Municipal de Ouro Preto?

Avalio positivamente e estou muito satisfeito. A cada dia que passa, me convenço mais de que a minha vocação é servir a população ouropretana; estar representando a nossa cidade na Câmara Municipal é o que eu realmente queria. Tudo que faço é com amor. O meu comportamento não mudou depois que fui eleito vereador; pelo contrário, hoje sou uma pessoa mais preparada. Procurei ter um relacionamento muito sério com os meus colegas, sendo leal dentro daquilo que foi bom para Ouro Preto, assumindo minhas posturas quando deveria assumir, tomando providências legais quando achei que tive meus direitos atingidos por atitude de algum outro vereador, e continuarei com esse meu comportamento, independente do fato de que, às vezes, não sou compreendido por aqueles que não querem me compreender.

Como LEGISLADOR, VOCÊ acha que atendeu às expectativas da população?

Tenho consciência de que o mandato parlamentar, principalmente no cargo de vereador, que é aquele político que tem o contato direto com o povo, é uma contagem regressiva. Cada dia que passa é um dia a menos em nosso mandato. Penso que procurei fazer o melhor em 2001, ao propor as leis, usar do expediente, da palavra, da oratória na Câmara; procurei transparecer meus trabalhos para a imprensa a todo o momento em que fui indagado. Mesmo nos projetos polêmicos, assumi minha postura, e tenho certeza de que as principais metas que tracei para 2001 foram atingidas, por isso estou veiculando este informativo parlamentar, mostrando à população ouropretana o que fiz, para que eu seja submetido a uma avaliação prévia, porque às vezes nos esquecemos de que a avaliação não é só na hora do voto; durante o mandato, devemos prestar contas sobre o que fizemos. Nesse veículo, vamos abrir um canal de comunicação com a população, divulgando meu escritório político, meu e-mail, meus telefones, para que a comunidade se aproxime mais de mim, e que, nos próximos anos do meu mandato, eu consiga fazer tudo aquilo que ainda não fiz.

Durante o ano passado, qual a área que recebeu mais sua atenção?

A base da minha eleição foi a juventude. Procurei dar bastante atenção dentro da área onde trabalhei, pois meu lema durante a campanha foi: ‘para vereador vote Gleiser Boroni, a força jovem de Ouro Preto'. Então, fui autor do projeto que concede meia entrada a estudantes, do projeto na área de esporte que ainda está tramitando na Câmara e esperando algumas adequações legais para sua concretização; também fui um dos autores da L.I.C.M.(Lei de Incentivos à Cultura Municipal) . Pelo fato de eu ser vice-presidente, representei a Câmara em vários eventos. Então, entendo que atendi às expectativas de meus eleitores. Por outro lado, não esqueci dos idosos, propondo que as pessoas acima de 60 anos pagassem meia-entrada em eventos, além do projeto que aplica punições mais severas para proprietários de animais soltos nas vias públicas, entre outros.

Qual a sua perspectiva para este ano na Câmara Municipal?

Este ano, já estamos com várias idéias e projetos a seguir, principalmente aqueles que colocamos como principais metas da nossa campanha. Quando fiz um folheto com meu currículo, fiz questão de acrescentar também minhas principais metas. Coloquei para os ouropretanos que a maior garantia que poderia dar a eles seria a de que não iria decepcioná-los, pois não quero ser político de uma única eleição. Com certeza, o primeiro voto é de confiança e os próximos serão de consideração. Então, se em 2002 não seguir as mesmas linhas que em 2001, não conseguirei mostrar tudo aquilo que me propus a fazer. Não poderei voltar em 2004 com os mesmos projetos de 2000. Devo ter o compromisso de ir por etapas, dentro daquilo que me propus, além de observar os bons projetos de outras cidades e tentar colocá-los em prática aqui, como o projeto de minha autoria que altera as normas do estacionamento rotativo de Ouro Preto.

 




Veja a entrevista concedida em maio de 2004 ao informativo nº 02 do Vereador Gleiser Boroni durante seu mandato 2001 / 2004:



Não crio falsa expectativa
nas pessoas,
diz vereador

 

 

Que avaliação você faz do seu primeiro mandato como Vereador?

Gleiser Boroni - Procurei, em todas as minhas decisões políticas, sempre colocar o interesse público em primeiro lugar. Todos sabem que fui eleito na coligação partidária oposta à da Prefeita Marisa Xavier, mas em dezembro de 2000 fui procurado por ela, que me convidou para trabalharmos juntos pelo bem do interesse público municipal. Nesse sentido, tive total apoio do executivo em muitos projetos inovadores para a nossa cidade, principalmente naqueles na área de geração de emprego e renda.

Com base nessa experiência, qual é a sua visão do verdadeiro papel de Vereador?

Gleiser Boroni – A Câmara Municipal de Ouro Preto, na legislatura 2001-2004, resgatou uma das funções mais importantes dos Vereadores, que é realmente legislar, ou seja, elaborar leis que traduzam o interesse público local. Essa afirmação pode ser comprovada por dados estatísticos, a partir de uma análise dos arquivos do Poder Legislativo local. Tenho consciência de que contribuí efetivamente para esses índices positivos. E mais, tive a satisfação de conseguir a efetiva implementação na prática de diversos projetos de minha autoria, que realmente deixaram de ser letra morta, ou melhor, benefícios que só existiam no papel para efetivamente mudar a realidade do nosso povo.

Você foi um dos políticos de Ouro Preto que mais apareceu na mídia nesta legislatura, seja por realizações ou contratempos. Houve um desgaste de sua imagem? Como você acha que a população avalia sua atuação?

Gleiser Boroni – Ao escolher a política, fiz uma opção de vida. Graças a Deus e aos meus pais, tive a oportunidade de concluir o curso superior de Direito, abrir uma microempresa, o Pouso dos Viajantes (inaugurado em 1997), e realizar meu grande sonho de ingressar na carreira pública. Então, por ser, além de Vereador, advogado e empresário, meus opositores tentam denegrir a minha imagem ao cobrar em minha vida pública méritos que alcancei em minha vida privada, tentando confundir a cabeça da população. Por outro lado, a experiência da iniciativa privada facilitou a implementação e concretização de muitos projetos de minha autoria. Conceitos como parceria, determinação, perseverança e humildade norteiam minha conduta, e procuro sempre divulgar minhas ações através dos veículos de comunicação, para que ocorra a avaliação do povo. Acredito que meus projetos vêm sendo reconhecidos pelos ouro-pretanos.

A maioria da população confunde a função de Vereador com a de prefeito. Como não decepcionar essa maioria, sem deixar de lado os deveres da Câmara?

Gleiser Boroni – Entendo que o povo, em primeiro lugar, quer atenção, ser ouvido. Uma das minhas primeiras ações, logo que tomei posse, foi montar um escritório político-parlamentar para criar um canal de comunicação direto entre mim e a população, pois, muitas vezes, quando estamos na Câmara, não temos tempo para atender com a devida atenção a cada cidadão individualmente, pois as tarefas que temos nas comissões permanentes e especiais, bem como as reuniões ordinárias e extraordinárias, ocupam nosso tempo. Desse modo, procuro sempre ser sincero ao me deparar com alguma reivindicação popular. Quando se trata de algo que está ao meu alcance ou que posso interceder junto ao executivo municipal, com certeza dedico todo o meu empenho pessoal. Por outro lado, também tenho a dignidade de esclarecer ao povo algum pedido que não está ao meu alcance. Não adio nem engano uma situação, pois a pior coisa é você dizer “vou ver” ou “vou olhar” e criar falsas expectativas nas pessoas, não dando retorno à demanda. Por reconhecer a minha limitação diante de uma reivindicação que não se encontra ao meu alcance, já pude ganhar a simpatia de alguns cidadãos pela minha sinceridade.

Cobranças e estresse fazem parte da vida de um representante do povo. Você poderia estar vivendo outra realidade. Com base nisso, vale a pena ser Vereador?

Gleiser Boroni – Quando me interessei em ingressar na vida pública, em 1995, tive que esclarecer a muita gente o que levava um “filhinho de papai”, como alguns me consideravam, a querer representar o povo ouro-pretano. Sempre deixei claro que tenho consciência de que fui uma pessoa que tive oportunidades e soube aproveitá-las. Partindo dessa premissa, acredito que recebi uma missão nessa vida, que é servir ao próximo. Se eu tivesse me dedicado à vida capitalista, chegaria a um ponto que, por mais que eu ganhasse dinheiro, a minha satisfação pessoal não aumentaria, pelo contrário, acabaria me tornando refém do capital. O que me fascina não é ganhar dinheiro, adquirir bens materiais, e sim ajudar às pessoas. Nunca me corrompi, nem me vendi para alcançar algo. Separo a minha vida pública da privada. Dessa vida não levaremos nada para o outro mundo. Se fazemos algo errado que não vem a ser descoberto, nem por isso deixaremos de ser julgados, quem sabe, por um tribunal divino. O estresse, muitas vezes, é fruto da centralização de funções, atribuições e até mesmo de poder. Possuo hoje uma assessoria político-parlamentar bem ampla, que consiste em secretária, motorista, assessor jurídico, estagiário, dentre outros colaboradores, o que contribui para o desempenho do meu trabalho enquanto legislador. Concluo dizendo que, apesar de todos os desgastes e dificuldades da vida de um Vereador, penso em um dia servir a Ouro Preto, quem sabe, na Assembléia Legislativa de Minas ou até mesmo no Congresso Nacional.

 

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